A nomeação do até agora presidente executivo do Barclays em Itália para o cargo de responsável máximo do banco na Península Ibérica, anunciada hoje, vai ter efeitos imediatos, segundo um comunicado da instituição financeira.

Claudio Corradini vai substituir Jaime Echegoyen.

Em comunicado, o Barclays diz agora que a nomeação de um country manager para Portugal [pessoa que ficará responsável pelo banco no país] «está em curso» e será nomeado «em breve».

Até esse anúncio, acrescenta o Barclays, António Seixas, Teresa Mota e António Castro serão nomeados, com efeito imediato, membros do corpo de gestão da sucursal portuguesa do Barclays, juntando-se a Carlos Brandão.

Na sequência desta nomeação, o Barclays anuncia também a saída de Peter Mottek como co-CEO [co-presidente executivo] da área de retalho do banco e 'country manager' do Barclays em Portugal.

«No ano passado, o Barclays Ibéria trabalhou com uma estrutura interina com um único CEO tanto em Portugal como em Espanha, que provou ser bem-sucedida e que permitiu maior colaboração entre as equipas», acrescenta o banco.

O Barclays, à semelhança do que tem feito noutras partes do mundo, tem estado a implementar um novo posicionamento estratégico em Portugal.

Em meados de novembro, numa entrevista concedida ao jornal Expresso, Jaime Echegoyen disse que o banco tinha encerrado 113 balcões no mercado português, passando de um total de 260 agências no final de 2012 para 147 balcões.

Na mesma ocasião, o responsável disse ainda que o desfecho do programa de rescisões de colaboradores do Barclays Portugal traduziu-se numa redução de 446 funcionários.

Assim, em novembro do ano passado, o banco contava com 1.600 trabalhadores, contra os 2.046 colaboradores que

tinha em dezembro de 2012.

Isto, em resposta aos prejuízos de 161,4 milhões de euros registados pelo Barclays em Portugal em 2012 e de 74,7 milhões de euros no ano anterior.

Esta notícia surge na mesma semana em que o Diário Económico avançou que um cliente do Barclays acusou um funcionário de um balcão em Cascais de ter causado um desfalque. O cliente terá descoberto a hipotética fraude em junho de 2013, altura em que questionou o banco.