A Sonae Sierra, que detém parte do Centro Colombo, submeteu um Pedido de Informação Prévia à Câmara de Lisboa para ali construir dois edifícios, com seis e 13 pisos, que visam “aumentar a oferta de escritórios” naquele empreendimento.

“Confirmamos que submetemos à Câmara Municipal de Lisboa um Pedido de Informação Prévia (PIP) sobre a possibilidade de vir a expandir o empreendimento Colombo no sentido de aumentar a oferta de escritórios”, informou o gabinete de comunicação da Sonae Sierra (detentora do Centro Colombo com a CBRE Global Investors), numa resposta escrita enviada à agência Lusa.

De acordo com a empresa, o PIP feito à autarquia em maio, prevê “a ampliação da área em 48.000 metros quadrados de escritórios através da construção de dois novos edifícios (um com 13 pisos e outro com seis), integrados no empreendimento atual”. A estes pisos acresce o da entrada.

A Sonae Sierra acrescenta que os novos edifícios “assentarão diretamente sobre o edifício do centro comercial” e serão construídos na Avenida do Colégio Militar e na Rua Alberto Quintanilha. O primeiro edifício terá uma superfície de pavimento de 23.981 metros quadros e o segundo de 24.166 metros quadrados.

Esta ampliação “será faseada e de acordo com as condições de mercado”, salienta a companhia.

Segundo a memória descritiva do projeto, o objetivo é “reforçar o estatuto do Centro Colombo como ‘hub’ comercial e de serviços de referência na cidade de Lisboa”.

Além disso, propõe-se a criação de duas rotundas nas intersecções semaforizadas entre a Rua Galileu e a Avenida do Colégio Militar e entre a Rua Albert Einstein e a Avenida do Colégio Militar.

Apesar de concordarem com as novas rotundas, os técnicos do Departamento de Gestão da Mobilidade e Tráfego indicam, num parecer de junho, que “o acréscimo de tráfego futuro não teve em conta a geração prevista com as novas construções na área envolvente, nomeadamente a ampliação do Hospital da Luz e a consolidação dos terrenos expectantes localizados na Avenida Marechal Teixeira Rebelo”.

Os mesmos técnicos consideram ser “questionável e eventualmente desnecessária” a criação de um silo automóvel na via pública sobre a Praça Cosme Damião, onde serão eliminados lugares públicos sob gestão da empresa de estacionamento e mobilidade de Lisboa (EMEL).

Já a Divisão de Estudos Urbanos sugere, num parecer de junho, o “realinhamento da rotunda proposta” na intersecção da Rua Galileu e a Avenida do Colégio Militar e a “melhoria das condições pedonais” entre o Estádio da Luz, o Centro Colombo e a interface do Colégio Militar.

O Centro Colombo foi construído em 1997. Uns anos depois, foi concluída a construção da torre de escritórios Oriente (2009) e da Ocidente (2011).

Esta última, com 14 pisos, foi vendida por 80 milhões a um fundo de investimento cotado em Singapura.

O processo da ampliação do Centro Colombo esteve em consulta pública entre 30 de junho e 10 de julho.

Também em discussão pública esteve, entre 02 de junho e 10 de julho, um loteamento de iniciativa municipal para os terrenos situados na Avenida Marechal Teixeira Rebelo, junto ao entroncamento com a Avenida Lusíada, próximo do Colombo.

Nesse projeto, é proposta a criação de 869 fogos distribuídos por nove lotes, onde se admitem usos como serviços, comércio, habitação e equipamentos coletivos, segundo a memória descritiva.