A Cimpor teve prejuízos de 5,6 milhões de euros entre janeiro e setembro, numa melhoria face aos resultados negativos de 165 milhões de euros registados há um ano, divulgou hoje a cimenteira.

Apenas no terceiro trimestre, o resultado líquido foi positivo em 69,2 milhões de euros, «praticamente anulando o resultado negativo registado no primeiro semestre», disse a empresa na nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Ainda entre julho e setembro, as vendas de cimento cresceram 27,6% face ao terceiro trimestre do ano passado para 7,5 milhões de euros, o que a empresa justifica com o bom desempenho dos novos ativos do Brasil e Argentina e pela atividade de trading, enquanto o volume de negócios aumentou 31,3% para 684,3 milhões de euros, o que a Cimpor diz ser «recorde trimestral».

Quanto ao EBITDA (resultado antes de juros, provisões, impostos e amortizações), este cresceu 28,0% para 197,3 milhões de euros no terceiro trimestre.

Já em termos acumulados, desde janeiro e até setembro, o volume de negócios da Cimpor aumentou 23,4% para 1.984,3 milhões de euros e as vendas de cimento melhoraram 11,5% para 21 milhões de euros.

O EBITDA subiu 14,2% para 481,5 milhões de euros até setembro, com a empresa a destacar que os novos ativos aportam 191,2 milhões de euros para este resultado, o que compara com 66,2 milhões de euros dos ativos alienados em 2012.

Em Portugal, o EBITDA foi «fortemente influenciado pelas exportações», acrescentou a empresa.

A Intercement, pertencente à brasileira Camargo Correa, controla a Cimpor depois da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada no final de março de 2012. Já este ano foi concretizada a troca de ativos entre a Intercement e a Votorantim Cimentos, prevista aquando da OPA.