É uma espécie abundante, não sujeita a quotas, que vive no mar português. A cavala rendeu 10,5 milhões de euros em 2012, um crescimento de 2 milhões em relação a 2011 e o dobro em relação aos números de 2010.

Segundo a Docapesca, a campanha para levar mais portugueses a consumir cavala levou a que as vendas aumentassem, com lucro para os pescadores portugueses e para os comerciantes.

E com uma outra vantagem: é um produto português, o que ajuda à balança comercial e alimentar. «Tem as mesmas qualidades de outros peixes, como o salmão, com ácidos gordos, com ómega 3», explica José Apolinário, presidente do Conselho de Administração da Docapesca, que revela que os números deste ano mostram «estabilidade», num momento em que a «pressão sobre os preços é enorme».

A campanha idealizada pela Docapesca, em parceria com o Turismo de Portugal e administração regionais de saúde, leva sessões de degustão às lotas espalhadas pelo país, com chefes portugueses que ensinam a cozinhar a cavala.

«A recetividade tem sido enorme, e fica claro que a cavala pode ser utilizada para fazer uma refeição económica e assessível», com benefícios para a saúde pública. «A cavala, a sardinha e o salmão são as espécies que têm mais ácidos gordos: a vantagem da cavala é que é do nosso mar, capturada pelos nossos pescadores, trabalhada pela indústria das conservas. Enquanto o salmão é praticamente todo importado».