O BES financiou a atividade corrente de vários grupos empresariais na condição de estes contraírem outros créditos, cujo destino era investir em papel comercial e ações da ESI, escreve o «Jornal de Negócios», nesta sua edição de quarta-feira.

Em causa estão algumas centenas de milhares de euros de empréstimos a clientes do BES, que na verdade, foram usados como meros intermediários para que o banco pudesse financiar o Grupo Espírito Santo (GES), mas sem ter de o assumir publicamente.

Alguns casos do conhecimento do «Jornal de Negócios» remontam a 2009 e 2010, altura em que o «encerramento» dos mercados fez com que os bancos começassem a cortar no crédito, mesmo aos bons clientes.

No fundo, um mesmo cliente contraía dois créditos: um para as próprias necessidades, outro para financiar o GES.

Segundo o mesmo jornal, a equipa de Vítor Bento está agora a tomar conhecimento destes casos, já fonte oficial do banco não fez qualquer comentário.