O BES vai incluir nas contas do 1º semestre «informação relevante» sobre a sua exposição ao Grupo Espírito Santo, e, ao que o Diário Económico apurou, o banco deverá reconhecer como perda grande parte dos 1,2 mil milhões de euros emprestados a empresas do grupo.

O BES deverá também assegurar o reembolso de 800 milhões de euros em papel comercial das holdings insolventes Espírito Santo International, RioForte e Espírito Santo Financial Group.

A apresentação de resultados, inicialmente marcada para esta sexta-feira, foi adiada para o dia 30 de julho.

Para além das imparidades no crédito a estas empresas, o BES terá de reembolsar os clientes de retlaho a quem vendeu o papel comercial da RioForte e da ESI.

No final de março, sob pressão do Banco de Portugal, a ESFG constituiu uma provisão de 700 milhões destinados a acautelar o reembolso da dívida colocada nos clientes de retalho, mas com o pedido de proteção contra credores, a empresa deixou de poder honrar a garantia.