O Banif realizou esta segunda-feira um novo aumento de capital, no valor de 40,7 milhões de euros, subscrito por um grupo de 16 investidores, entre elas o empresário Ilídio Pinho, que injetou 15 milhões de euros, anunciou o banco em comunicado.

«O Banif ¿ Banco Internacional do Funchal, S.A. concluiu hoje novo aumento do seu capital social, no montante € 40.700.000 (quarenta milhões e setecentos mil euros), o qual passa agora a ser de € 1.510.700.000 (mil, quinhentos e dez milhões e setecentos mil euros)», pode ler-se no comunicado. Cada ação foi emitida a um cêntimo, o mesmo valor da colocação no recente aumento de capital.

No comunicado, o Conselho de Administração do banco considera a entrada destes investidores na estrutura acionista do Banif «de interesse estratégico».

Quem são os novos acionistas?

Ilídio Pinho liderou este novo aumento de capital, subscrevendo 13 milhões de euros através da IP Holding e outros dois milhões de euros através da Fundação com o seu nome.

Seguiram-se o grupo de construção madeirense AFA, com sete milhões de euros, a brasileira IND Company Limited com 4,5 milhões de euros e a também madeirense Calhetas com três milhões de euros.

A empresa de eletrónica e eletromecânica Artifel entrou com dois milhões de euros e a Estevão - Neves com 1,2 milhões de euros.

Seis outros investidores entraram com um milhão de euros cada: Cari Construtores, José Avelino Aguiar Farinha, José Carlos Rodrigues Pereira, Luís Miguel da Silva Sousa, Manuel Leça Correia e S.D.M ¿ Sociedade de Desenvolvimento da Madeira.

Por fim, a Enotel investiu 800 mil euros, Antero Gil Viveiros Rego 700 mil euros e a Evalesco 500 mil euros.

Banco ainda tem de angariar mais 209 milhões

Este foi já o terceiro aumento de capital do Banif subscrito por investidores privados este ano, depois de o banco ter recebido 1.100 milhões de euros do Estado no início do ano, ficando com 99% da instituição. O banco comprometia-se na altura a aumentar o capital em 450 milhões de euros até junho, mas até essa data apenas aumentou 100 milhões.

No entanto, voltou a aumentar o capital em mais 100 milhões de euros no mês passado e, antes desta última operação, a posição do Estado tinha já sido reduzida para 68%.

Com a operação hoje conhecida, o banco aumentou o capital em 240,7 milhões de euros, faltando ainda 209,3 milhões para sair do controlo público. Quando o banco aumentar o capital em 450 milhões de euros o Estado verá a sua participação reduzida para 60,57% do capital e 49,41% dos direitos de voto.