O setor bancário espanhol recebeu em 2011 um total de 84.195,18 milhões de euros em ajudas públicas, o que representa 94,4% de todas as ajudas do Estado, segundo dados publicados hoje pela Comissão Nacional da Concorrência (CNC) e citados pela Lusa.

No «V Relatório anual sobre ajudas públicas em Espanha» correspondente a 2011, a CNC refere que as ajudas à banca em 2011 representaram 7,84 % do Produto Interno Bruto (PIB) desse ano, o que se traduz em 1.781,33 euros por cada habitante.

«O peso das ajudas destinadas a reduzir a crise financeira representam, com grande destaque, a grande maioria de todas as ajudas de Estado em 2011 em Espanha», acrescenta o relatório.

O mesmo relatório diz que a banca recebeu 99,5% do que denomina de «ajudas anticrise» ¿ num total de 84.630,65 milhões -, enquanto os 6% restantes (4.531,79 milhões) foram para outros programas de apoio público.

«Devido às atuais circunstâncias esse tipo de medidas de intervenção pública parecem necessárias para evitar o colapso financeiro do sistema», considera o supervisor.

Por instrumentos utilizados para apoiar a banca, 62.197 milhões (5,79% do PIB) destinaram-se a medidas em forma de garantia; 13.488 milhões (1,26% do PIB) em liquidez, e 8.510 milhões (0,79% do PIB) para a recapitalização.

O relatório destaca ainda que as ajudas à banca em 2011 foram 3,4% menos que em 2010, quando o Estado espanhol destinou ao setor financeiro apoio no valor de 87.145,47 milhões de euros.

O total das ajudas públicas espanholas em 2011 equivaleram a 8,31% do PIB, sendo que, no mesmo ano, as ajudas em toda a União Europeia foram de 5,26% do PIB, ou 664.990,43 milhões de euros.