A companhia aérea alemã Lufthansa está de olho na TAP. Embora a empresa germânica esteja, ela própria, a ser alvo de uma reestruturação, não deixa de seguir atentamente as novidades sobre o eventual processo de privatização da companhia aérea portuguesa.

«Por enquanto, estamos a monitorizar de perto o que se está a passar. Como sabe, temos uma cooperação antiga com a TAP», disse à Lusa o presidente executivo da Lufthansa German Airlines, Karl Garnadt, em Luanda, durante a apresentação do terceiro voo semanal entre a Alemanha e a capital angolana. De notar que ambas as companhias integram a Star Alliance. Daí a tal cooperação já existente.

«Mas, de momento, não há decisões tomadas, só estamos a monitorizar o que se está a passar». «A nossa prioridade atual são os assuntos internos com que temos de lidar. Como se sabe, estamos num difícil processo de restruturação, preparando-nos para o futuro. Essa é a nossa prioridade», realçou.

O interesse da Lufthansa na TAP não é de agora. Já no processo de privatização lançado em 2012, a empresa tinha admitido estar na fila. Só que esse processo acabou por ser suspenso (o Governo recusou a única proposta de compra do grupo Synergy, liderado pelo colombiano Germán Efromovich), mas poderá agora voltar ao tabuleiro das privatizações.

De qualquer modo, sem pressas nem pressões, garantiu já este mês o ministro da Economia: a TAP «não pode, nem deve, ser privatizada sob pressão».

E, agora, dois anos depois, há já várias «boas» manifestações de interesse na compra da empresa, segundo Pires de Lima.

Uma delas é, pois, a Lufthansa que, apesar dos efeitos da crise económica europeia e do conflito na Ucrânia, apresentou resultados operacionais de 114 milhões de euros no primeiro semestre do ano.