O novo presidente da AICEP, Miguel Frasquilho, disse que no primeiro trimestre de 2014 a China foi já o 10.º cliente de Portugal, mas poderá subir ainda mais.

«Dada a dimensão do mercado chinês, penso que há margem para que a China possa estar facilmente entre os cinco ou seis primeiros lugares», disse Miguel Frasquilho no final da visita do Presidente da República à China, concluída no domingo à noite.

Miguel Frasquilho, que assumiu no mês passado a direção da Agência para a Promoção do Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), integrou a comitiva de Cavaco Silva.

Uma centena de empresários - da banca, tecnologias de informação, indústria farmacêutica, agroalimentar e outros setores - acompanharam o Presidente português, num périplo de uma semana por Xangai, Pequim e Macau.

«Correu muito bem. Não encontrei um empresário que me tenha dito que esta viagem não valeu a pena», disse o Presidente da AICEP.

Miguel Frasquiho referiu que foram assinados 12 memorandos de entendimento e parcerias, num balanço que considerou «extraordinariamente positivo» e que «vão ter desenvolvimentos bastante positivos nos próximos anos».

Ao nível político, entre Portugal e China, «há uma relação muito grande de confiança e de compromisso e, assim, podem estabelecer-se relações económicas muito sólidas», afirmou.

Miguel Frasquilho disse que nos últimos anos, o comércio bilateral registou «grande progressão», mas - salientou - a China representa «apenas 1,7% das exportações portuguesas».

Segundo adiantou, durante a visita de Cavaco Silva, «foram dados passos» para Portugal começar a exportar laticínios para a China.

«Num futuro próximo teremos novidades», disse.

Quanto ao estabelecimento de uma ligação aérea direta entre os dois países, Miguel Frasquilho indicou que houve «uma abertura muito grande por parte» da China, mas nao precisou datas.

Foi a primeira visita de um chefe de Estado português desde 2005 e segundo Cavaco Silva, «elevou para um novo patamar a parceria estratégica» entre os dois países.