O ministro da Defesa diz que há uma «estratégia comunicacional» para «lançar a confusão» sobre os Estaleiros de Viana do Castelo, afirmando estar «perfeitamente tranquilo» quanto às acusações do autarca vianense.

Hoje, em Guimarães, à margem de um encontro ministerial no âmbito do programa 5+5 Defesa, José Pedro Aguiar-Branco voltou a afirmar que a solução encontrada pelo Governo para os estaleiros, a subconcessão à Martifer, é «irreversível».

O titular da pasta da Defesa adiantou ainda que o contrato com a Venezuela sobre dois navios asfalteiros está em «fase terminal» e ter «esperança» que esta fase final de negociação permita ceder a posição contratual do Estado à Martifer.

«Há quem queira estar sempre a lançar a confusão para desviar a discussão do essencial e eu denuncio essa estratégia, que é uma estratégia comunicacional que já é básica em toda a gente que quer lançar confusão», afirmou Aguiar Branco.

No final da Assembleia Municipal extraordinária de terça-feira e, Viana do Castelo, o presidente da autarquia José Maria Costa afirmou que a questão dos estaleiros navais são «um caso de polícia», pedindo ainda a demissão do ministro da Defesa.

«O Governo está perfeitamente tranquilo e eu como ministro também estou», respondeu Aguiar-Branco ao autarca vianense.

Questionado sobre o processo de encomenda de dois navios asfalteiros por parte do Governo da Venezuela, o ministro Aguiar- Branco reafirmou que a questão está a ser agora negociada entre o Governo de Maduro e a Martifer.

O governante sublinhou que a a empresa que geria os estaleiros de Viana do Castelo «estava em incumprimento quando este Governo tomou posse» porque, esclareceu, «o primeiro pagamento que tinha sido feito foi gasto a pagar salários e não a comprar aço para os navios».

Pelo que, disse, «o Estado já estava obrigado a pagar uma indemnização e o esforço deste Governo foi resolver essa situação de incumprimento».

No final, Aguiar Branco voltou a referir que a atividade nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo não vai cessar.