O presidente executivo dos CTT, Francisco de Lacerda, disse à Lusa que os acionistas aprovaram hoje, com mais de 90% dos votos, a recondução da administração e o novo modelo de governação da empresa.

Francisco de Lacerda falava aos jornalistas após a assembleia geral de acionistas, que decorreu hoje em Lisboa e durou cerca de 40 minutos.

«O capital representado foi pouco menos de 60%», disse o presidente executivo, adiantando que foram eleitos para «um novo mandato de três anos o atual conselho de administração, uma comissão de auditoria, que inclui seis administradores não executivos, e a comissão de vencimentos».

O anterior modelo de governo dos CTT tinha como órgãos sociais a assembleia-geral, o conselho de administração, o conselho fiscal e o revisor oficial de contas.

Com a aprovação hoje do modelo anglo-saxónico o conselho de administração passa a ser composto por 11 administradores, dos quais cinco executivos e seis não executivos, a integrar uma comissão de auditoria composta por três dos administradores não executivos, e um revisor oficial de contas, eleito pela assembleia geral sob proposta da comissão auditoria.

Assim, Francisco de Lacerda foi reconduzido na presidência da empresa no triénio 2014-2016, bem como de Manuel Castelo-Branco (vice-presidente), André Gorjão Costa, Dionísia Ferreira e Ana Maria Jordão.

O antigo comissário europeu António Vitorino, José Honório, ex-presidente da Portucel, Diogo Leite de Campos, fiscalista, e Nuno Fernandes Thomaz, que foi administrador da Nutrinveste, passam a integrar a administração como não executivos.

António Gomes Mota, vice-presidente da Soares da Costa, assume a presidência da comissão de auditoria e a comissão de vencimentos é presidida por João Talone, ex-administrador do BCP e antigo presidente da EDP.

Sobre a entrada dos CTT no PSI20, índice principal da bolsa de Lisboa, que aconteceu hoje, Francisco de Lacerda afirmou: «Ficamos muito satisfeitos».