A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) convocou uma manifestação nacional para 12 de abril, num protesto aos cortes nas pensões, exigindo um representante no Conselho Económico e Social (CES).

«Os reformados têm de ter um representante no CES», defendeu Jorge Figueiredo, da direção nacional do MURPI, no final de uma reunião em Coimbra para a preparação da manifestação nacional, que se irá realizar em diversas cidades do país.

O membro da direção do MURPI considerou que os reformados são «um dos grupos mais afetados pela crise», salientando que a ação nacional de luta pretende também ser um protesto contra «cortes nas pensões» e «agravamento da Contribuição Extraordinária de Solidariedade».

As concentrações que se vão realizar «são essencialmente de revolta por as condições dos reformados se agudizarem cada vez mais», estando «sem perspetivas de que a situação melhore num futuro próximo».

No dia 12 de abril, estão marcadas ações de protesto para Guimarães, Porto, Coimbra, Covilhã e em Lisboa.

Na capital, «estarão presentes reformados dos distritos do Alentejo, de Santarém, de Setúbal e de Lisboa», numa marcha de «indignação e protesto», que começa na Praça do Município e que irá terminar no Rossio.

«Os pensionistas e reformados, além de terem menos hipóteses de ajudar os filhos e os netos neste momento, o que recebem de reforma não dá para viver», criticou, recordando que cerca de dois milhões de pensionistas «vivem em risco de pobreza».

O descontentamento «é muito grande» e os reformados, «apesar de serem os mais fracos, estão muito revoltados e vão para a rua para serem ouvidos», disse à Lusa Jorge Figueiredo.