A medida Incentivo Emprego, no âmbito da qual o Estado vai pagar às empresas 1% dos salários dos trabalhadores que contratarem a partir de outubro e até 2015, deverá abranger 110 mil novos contratos de trabalho, disse o ministro da Solidariedade e Segurança Social.

Pedro Mota Soares, que falava à saída da reunião de concertação social, onde a medida foi apresentada aos parceiros sociais, explicou que este apoio às empresas contará com financiamento comunitário de 25 milhões de euros.

Para o ministro, trata-se de uma «medida de recuperação do emprego», que visa «dar solidez aos sinais» positivos que a economia começa a dar e que «incentiva a contratação novos trabalhadores».

Uma posição bem diferente daquela que os sindicatos manifestaram, à saída do encontro.

Já do lado dos patrões, ouviram-se elogios à medida. «Este incentivo de 1% resulta de compromisso assumido pelo Governo com objetivo de não encarecer os custos das empresas quando foram aprovados os fundos de garantia de trabalho, que iriam provocar agravamento dos custos das empresas», afirmou o líder da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP).

João Vieira Lopes lembrou que a medida «foi negociada com ministro anterior», Álvaro Santos Pereira.

«No curto prazo, a medida é neutra para as empresas que, num momento de crise, não estavam em condições de sofrer um agravamento da Taxa Social Única (TSU)». A medida vai vigorar por «um período limitado, de transição. Esperemos que a economia recupere e que as empresas absorvam esse custo extra».