O ministro do Emprego, Mota Soares, afirmou esta segunda-feira que o desemprego é o principal problema do país e que o diálogo com a UGT, que tem «um espírito duro, mas construtivo», é vital para aumentar o emprego.

Falando no 35.º Aniversário da UGT, Pedro Mota Soares, manifestou-se a favor da dinamização do diálogo no Conselho de Coordenação Social (CES), realçou que o principal problema de Portugal «é o desemprego», jovem e estrutural, e referiu ainda que o diálogo com parceiros sociais, como a UGT, que tem «um espírito duro, mas construtivo», é fundamental para o «fomento e criação das condições para aumentar o emprego».

«São 35 anos de uma matriz diferenciada, de um sindicalismo democrático, (o da UGT), em que o diálogo social é a via privilegiada para a construção da defesa dos trabalhadores, mas que é (igualmente) reivindicativa na ação», disse o governante, adiantando que ao longo deste tempo se assistiu «a uma atividade sindical com sentido de Estado e com sentido de compromisso».

Para o ministro, só assim, «governo após governo» o país contou com o contributo que «muito tem valido» em sucessivos acordos de Concertação Social.

«(...) o diálogo com a UGT tem permitido [também] fincar pé a muitas das exigências que os credores nos têm pretendido impor», salientou, citado pela Lusa.

«Contrariámos os credores e a troika mostrando que parte do ajustamento que pediam havia sido feito e que não eram precisas outras medidas adicionais de austeridade», dando como exemplo, entre outras aspetos, a redução do salário mínimo para os mais jovens que «a troika pedia e que não foi por diante» e o não ajustamento do tempo de idade da reforma para os 67 anos.

Mota Soares avançou também com alguns números sobre o emprego, tendo realçado que os indicadores avançados que já dispõe, relativos a setembro deste ano, apontam para a existência de mais de 71% em termos de oferta de emprego face ao mês homólogo do ano passado.

Respondendo ao secretário-geral da UGT sobre a necessidade de dinamizar a Concertação Social, Mota Soares retorquiu: «Desafio aceite».

O ministro referiu também que a UGT é uma central sindical que está consciente do «momento difícil» que Portugal está a atravessar.

«Acho que esse é o DNA da UGT e a sua marca identitária» e que tem mostrado ao longos dos 35 anos da sua história, concluiu.