A Moody's cortou esta segunda-feira o 'rating' do Novo Banco, na sequência do anúncio feito pelo Banco de Portugal a 29 de dezembro, quando comunicou a recapitalização da entidade através da retransmissão de obrigações não subordinadas para o 'banco mau' (BES).

"Na sequência da decisão da Moody’s de 18 de novembro de 2015 de colocação dos 'ratings' do Novo Banco em 'review for downgrade' [revisão para baixar], a Moody’s decidiu hoje confirmar o 'Baseline Credit Assessment' (BCA) do Novo Banco em "caa2" e efetuar o 'downgrade' [corte] dos 'ratings' de depósitos e dívida sénior de longo prazo de "B2" para "Caa1" e do 'Counterparty Risk Assessment' (CRA) de "B1(cr)" para "B2(cr)", lê-se no comunicado enviado pelo banco liderado por Stock da Cunha à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A agência manteve os 'ratings' de depósitos e dívida sénior de curto prazo do Novo Banco como "Not-Prime" e o 'CRA' de curto prazo como "Not-Prime(cr)".

Já o 'outlook' (perspetiva) para os 'ratings' de depósitos e dívida sénior do Novo Banco passou para "developing" (em desenvolvimento).

"O 'rating' de "Ba1" das obrigações seniores do Novo Banco garantidas pelo Estado Português não é afetado por esta decisão de 'rating'", informou o banco.

A medida tomada pelo Banco de Portugal no final do ano passado deu origem a um reforço do capital do Novo Banco em 1.985 milhões de euros, permitindo assim cumprir as exigências regulamentares.

O Banco Espírito Santo (BES), tal como era conhecido, acabou a 03 de agosto de 2014, dias depois de apresentar um prejuízo semestral histórico de 3,6 mil milhões de euros.

O supervisor bancário, através de uma medida de resolução, tomou conta da instituição fundada pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação, ficando os ativos e passivos de qualidade num 'banco bom', denominado Novo Banco, e os passivos e ativos tóxicos, no BES, o 'banco mau' ('bad bank').