O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, considerou esta quarta-feira, em Paris, que “a saída do Reino Unido da União Europeia é um fator negativo” para o conjunto dos Estados-membros e “é certamente negativo para Portugal”.

Penso que a saída do Reino Unido da União Europeia [‘Brexit’] é um fator negativo para a União Europeia. É um fator negativo para os ingleses, para a população do Reino Unido e é certamente negativo para Portugal”, declarou aos jornalistas Manuel Caldeira Cabral na sede da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O titular da pasta da Economia sublinhou que “Portugal tem muitos portugueses a residir no Reino Unido” e que se trata de “um parceiro económico importante”.

Penso que é nosso desejo que o Reino Unido faça a sua decisão mas que a decisão seja de continuar a trabalhar com a União Europeia e, na minha opinião, dentro da União Europeia. Mas isso é obviamente uma decisão que cabe aos eleitores ingleses”, declarou.

A OCDE alertou, esta quarta-feira, para as ondas de choque na economia global no caso de uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia, algo que os britânicos vão decidir no referendo de 23 de junho.

Manuel Caldeira Cabral participa esta quarta-feira no Fórum e na reunião ministerial do Conselho da OCDE, no âmbito da Semana OCDE 2016. Marca igualmente presença o ministro das Finanças, Mário Centeno.

 

Ministro em Paris à procura de investimento para Portugal

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, esteve reunido, na terça-feira e hoje, em Paris, com investidores franceses para “captar investimento estrangeiro para Portugal”.

Estive reunido com investidores franceses exatamente para captar investimento estrangeiro para Portugal”, declarou o ministro na sede da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), sublinhando ter tido encontros “com grandes investidores de grandes empresas que já estão em Portugal e que estão a planear expandir atividade” no país e “também com negociadores de ‘startups’”.

“Penso que o investimento estrangeiro em Portugal se faz captando novas empresas para Portugal, mas faz-se também trabalhando com as que já estão em Portugal”, indicou Manuel Caldeira Cabral, acrescentando que são “estes novos investidores que procuram novas oportunidades e que podem dar às empresas portuguesas entrada de capital, de conhecimento e de tecnologia”.

O titular da pasta da Economia afirmou ter tido “uma resposta muito positiva destes investidores” e disse que “Portugal está a criar muito interesse na comunidade de ‘startups’ e de empresas tecnológicas a nível mundial”, também graças à Web Summit, evento de ‘startups’ de base tecnológica que se vai realizar em novembro, em Lisboa.