O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) marcou esta sexta-feira uma concentração para 19 de dezembro junto ao Ministério das Finanças, em Lisboa, data que assinala o primeiro de três dias de greve dos trabalhadores dos impostos.

«Esta concentração junto ao Ministério das Finanças visa forçar o reconhecimento por parte da ministra das Finanças [Maria Luís Albuquerque] para as reivindicações dos trabalhadores, visa forçar a ministra a dialogar com o maior sindicato dos impostos e das alfândegas», disse à Lusa o presidente do STI, Paulo Ralha.

Esta decisão foi tomada no XII Congresso Ordinário do STI, que decorreu entre quinta-feira e hoje, no qual o sindicato decidiu igualmente recorrer pela primeira vez ao fundo de greve na paralisação de três dias que tem marcada para 19, 20 e 23 de dezembro.

De acordo com o dirigente sindical, «o Governo tem sido completamente autista e não se compreende como é que um Governo eleito democraticamente pode atingir este grau de arrogância e pode querer governar sem ouvir os representantes dos trabalhadores dos impostos».

O STI vai recorrer pela primeira vez ao fundo de greve na paralisação de três dias que conta com cerca de 1,5 milhões de euros.

«Tomámos esta decisão pelo momento único que estamos a atravessar, pelas dificuldades que os trabalhadores têm e pela premência que temos de usar uma arma que nunca foi usada para que todos possam estar envolvidos na luta», afirmou Paulo Ralha.

Perante esta decisão, que se destina a assegurar que os trabalhadores que adiram à greve não perdem o respetivo salário, Paulo Ralho antecipa uma «adesão maciça» e «uma greve histórica nas alfândegas e nos impostos».

As datas da greve coincidem com o fim do 'perdão fiscal' concedido pelo Governo a particulares e empresas com dívidas fiscais e à Segurança Social e que as regularizem até dia 20 de dezembro deste ano.