O BCP vai reforçar o rácio de capital mais exigente acima de 10%, lançando uma oferta pública de troca (OPT) e dívida subordinada por ações do banco, e com o retorno aos lucros no primeiro trimestre de 2015.

Em comunicado enviado esta sexta-feira à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Millennium BCP explica que a OPT, hoje proposta para ser apreciada na assembleia-geral de acionistas de 11 de maio, convida os investidores em obrigações de dívida subordinada a trocarem-na por ações do banco.

Na convocatória da reunião, indica-se que a OPT, se realizará, através de «valores mobiliários subordinados por ações e consequente reforço por incremento do capital social até 428 milhões de euros», caso seja coroada de sucesso.

Os títulos serão emitidos a oito cêntimos, prevendo-se a conversão das obrigações em ações do banco, que aumentará o capital em 428 milhões de euros, permitindo, por si só, adicionar 0,7 pontos percentuais ao nível do capital.

A proposta refere ainda que se constata uma «melhoria significativa da rentabilidade do BCP, conforme tem vindo a ocorrer nos últimos trimestres e se estima continuar a verificar no primeiro trimestre de 2015, cujos resultados serão divulgados a 04 de maio deste ano».

A nota refere ainda que a colocação de ações de 15,41% do capital social do Bank Millenium, SA, junto dos investidores institucionais, resultou no reforço do rácio de capital mais exigente de 46 pontos base (bps) em «fully implemented» (em português ‘implementação final’) e de 64 (bps) de acordo com base no critério «phased-in» (em português ‘implementação gradual ao longo do tempo’), em relação a dezembro de 2014.

O BCP estima que, após as referidas operações, os rácios de capital do banco venham a ser superiores a 10%, situando-se este número no intervalo dos valores registados pelos melhores níveis das melhores práticas de um conjunto de bancos europeus, entre 10% e 13% em base «fully implementede» e de 10% a 15% em base «phased-im» no final de 2014.

Isto ocorrerá antes da «esperada geração orgânica de capital que se perspetiva até ao final de 2017», refere a nota.