O Instituto Nacional de Estatística vai testar durante este ano a metodologia de realização dos Censos, com o objetivo de desenhar um novo método de recolha de dados para os Censos 2021, que são os próximos a realizar.

A informação consta na revista de março do INE, onde é possível ler que a partir de setembro e até novembro vai ser feito um inquérito para testar uma nova metodologia para os Censos 2021, em cinco freguesias, nas regiões Centro, Norte e Algarve.

Nessas freguesias, que serão anunciadas “oportunamente”, “serão recenseados exaustivamente os alojamentos familiares clássicos e a população residente”.

Para isso, a população que resida nessas freguesias irá receber uma carta, por correio, com os códigos necessários a responder às perguntas pela internet.

De acordo com o INE, os resultados deste teste irão permitir desenhar uma nova metodologia e uma nova forma de operação, “com vista à modernização do Censos 2021”.

“Em 2017, o INE irá apresentar as conclusões do estudo de viabilidade e a metodologia para o Censos 2021”

O INE explica que os principais objetivos deste teste são conseguir avaliar o impacto da alteração do modelo de distribuição de questionário porta a porta pelo envio postal de uma carta às famílias com o código de acesso à Net.

Por outro lado, visa também avaliar a utilização da internet como principal forma de responder aos Censos, bem como a utilização de plataformas móveis na recolha de dados e no trabalho de campo.

Este teste pretende também perceber qual é o contributo da “informação administrativa no desenho do novo modelo censitário”. Isto porque Portugal usa o método combinado para a realização dos Censos, juntando informação administrativa com inquéritos por amostragem ou exaustivos, fazendo recurso à realização de um inquérito específico.

Segundo o INE, os Censos 2021 “serão total ou parcialmente realizados com informação administrativa em 20 dos 28 países da União Europeia”.

Portugal é um dos sete países que, dentro dos que usam o modelo combinado, vão utilizar, pela primeira vez, um novo método.

O INE sublinha que “o movimento de mudança do modelo censitário tradicional” começou há mais de 30 anos nos países do norte da Europa e que o estudo de viabilidade que arranca neste ano “está alinhado com as metodologias dos países que visam a mudança do modelo censitário tradicional, para modelos que incorporem informação administrativa”.