O presidente executivo da PT Portugal e da Oi especificou hoje que a fusão das duas operadoras estará concluída em abril e que a operação já permitiu levar Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas para trabalhar no Brasil.

«Acreditamos que em abril temos condições para podermos concluir a transação [fusão], que é complexa e vai trazer junto das duas companhias 100 milhões de clientes», disse Zeinal Bava, à margem do 23.º Congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).

Zeinal Bava afirmou ainda que a empresa resultante da fusão vai estar «entre as 20 ou 22 maiores do mundo», logo «com grande capacidade» para ser competitiva a nível mundial.

«Vamos continuar a trabalhar para fazer da Portugal Telecom uma montra daquilo que melhor se faz na inovação e alavancar isso com a escala que o mercado brasileiro tem para levar também connosco muitas PME da área da Tecnologia. Deixem-me dizer que já estão a trabalhar connosco», adiantou.

Questionado sobre a saída de Portugal da recessão técnica, ao prever-se um crescimento de 0,2%, Zeinal Bava afirmou: «Penso que não é um trimestre ou dois que vão fazer a diferença, mas é importante verificar que a Economia voltou a crescer, é um trabalho que vai ter que ser consolidado e, por isso, vamos ter de manter essa forte mobilização da Economia, como está a acontecer com as PME a fazer um excelente trabalho a nível das exportações».

Fusão da PT e Oi é negócio «certo» para o país

O presidente da Controlinveste, Joaquim Oliveira, considerou hoje como um «negócio certo para o país» e "fantástico para os acionistas" a fusão entre a Portugal Telecom (PT) e a brasileira Oi.

«É o negócio certo para o país, para a empresa é bom e para os acionistas é um negócio fantástico», disse Joaquim Oliveira, à margem do 23.º Congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).

Sobre os centros de decisão nacional, Joaquim Oliveira, acionista da PT, apenas disse que «qualquer empresa cotada não sabe onde está o capital» e acrescentou que «há quatro ou cinco acionistas da PT que são portugueses, liderados pelo BES, que tem a maioria do capital, mas a maioria do capital não é português».