A fraca performance operacional da brasileira Oi coloca pressão para reduzir a sua galopante dívida, tornando «quase inevitável» a venda dos ativos portugueses da PT Portugal, segundo o BESI research.

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«A venda da PT Portugal é um desfecho provável», afirmou a equipa de analistas, que conta com Nuno Matias e António Espírito Santo, citada pela Reuters.

«Com duas ofertas similares em cima da mesa, uma da Altice e outra da APAX em conjunto com a Bain Capital, a venda parece quase inevitável, quer haja consolidação no Brasil ou não», vincaram.

O BESI alertou, numa nota de análise, que as opções disponíveis à Oi estão «a tornar-se escassas».

Os resultados do terceiro trimestre da operadora brasileira desiludiram apesar das baixas expectativas, tendo «continuado a queimar cash, com a dívida líquida a subir quarter-on-quarter 1.560 milhões de reais» ou cerca de 478 milhões de euros (ME).

«Apesar de reconhecermos que expectativas de merger and acquisitions permanecem o driver chave para as ações e poderá libertar valor significativo, o fraco momento operacional da Oi ajuda pouco a apoiar a sua posição negocial em quaisquer discussões de consolidação», afirmou o BESI, nota a Reuters.

A venda da PT Portugal permitiria diminuir os rácios de alavancagem, frisou o BESI.

Esta casa de investimento prevê que o rácio de dívida líquida sobre EBITDA da Oi deverá chegar às 4,8 vezes no final de 2014.

«A venda da PT Portugal permitiria à Oi que a dívida líquida no final de 2015 chegasse às 3,9 vezes face ao nosso cenário base de 4,7 vezes (EBITDA)», adiantaram.