A ministra das Finanças afirmou esta segunda-feira que a operação de troca e recompra de Obrigações do Tesouro (OT) não visa «pedir mais dinheiro emprestado», mas propor aos investidores uma exposição à dívida portuguesa por um período mais longo.

«Não estamos a falar de receber mais dinheiro, ou seja, não estamos a pedir mais dinheiro emprestado neste momento. A dívida pública manter-se-á inalterada», disse Maria Luís Albuquerque aos jornalistas à margem de uma reunião em sede de Concertação Social, que decorre em Lisboa.

Trata-se de «propor aos investidores que se mantenham com exposição à dívida pública portuguesa por um período um pouco mais longo, ou seja, em vez de serem reembolsados em 2014 e 2015, a possibilidade de serem reembolsados apenas em 2017 e 2018», explicou a ministra das Finanças.

É «uma proposta de troca de dívida, é uma questão de maturidades e tem a ver com a gestão de dinâmica que tem de ser feita das necessidades de financiamento da República», reforçou Maria Luís Albuquerque.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) anunciou que vai realizar na terça-feira uma operação de troca e recompra de Obrigações do Tesouro (OT).

Segundo um comunicado da agência que gere a dívida pública, o objetivo é a troca de OT com maturidade em 2014 e 2015 por títulos no mesmo valor mas com maturidade mais longa (2017 e 2018).