A Terra Peregrin ficou surpreendida com a decisão da Comissão de Mercado e Valores Mobiliários que considera que esta terá de subir o preço da oferta sobre a PT SGPS  para ficar dispensada de lançar uma OPA subsequente, disse fonte da empresa.

«Ficámos surpreendidos com a decisão da CMVM. Vamos estudar o assunto» e «tomaremos uma decisão amanhã [quinta-feira]», disse fonte da Terra Peregrin, detida pela empresária angolana Isabel dos Santos.

A Terra Peregrin, da empresária Isabel dos Santos, tinha enviado um requerimento à CMVM relativo à derrogação (dispensa) do dever de lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) na sequência da OPA voluntária preliminarmente anunciada pela empresa sobre a totalidade das ações da PT SGPS.

Depois de analisada a fundamentação da Terra Peregrin, A CMVM decidiu não dispensar a empresa do lançamento de uma OPA obrigatória subsequente à PT SGPS.

«Conclui-se que a contrapartida a oferecer para que a oferta voluntária possa ser qualificada como derrogatória [dispensada de uma OPA subsequente] deverá conformar-se com o valor resultante da aplicação do critério do preço médio ponderado", segundo o artigo 188.º do Código de Valores Mobiliários, refere a CMVM.

A 04 de dezembro, o administrador da Terra Peregrin, Mário Silva, tinha afirmado que a empresa não iria mexer no preço da OPA, que é de  1,35 euros por ação. 

«Não estamos disponíveis para mexer no valor da oferta», afirmou Mário Silva, reforçando: «Eu não vou mexer no preço, ponto final, parágrafo», disse na altura o administrador, num encontro com jornalistas.

A 09 de novembro, a Terra Peregrin anunciou a sua intenção de comprar a PT SGPS,  oferecendo mais de 1,21 mil milhões de euros pela totalidade das ações da empresa portuguesa, ao preço de 1,35 euros por ação.

A oferta é destinada a 100% do capital da PT SGPS, a qual detém 25,6% da operadora brasileira Oi, enquanto esta detém 10% da PT SGPS.