O índice de referência da Bolsa de Lisboa, o PSI20, encerrou a sessão a cair 2,57% para 7.190,05 pontos, em linha com uma Europa penalizada pela tensão na Ucrânia, e com todos os títulos no «vermelho».

Dia negro nas bolsas europeias também por causa da Ucrânia.

A tensão na Ucrânia penaliza o euro.

Entre as atuais 19 cotadas que compõem o PSI20, todas fecharam a sessão em queda, com o BCP a liderar as perdas, ao desvalorizar 4,16% para 0,18 euros.

Ainda no setor financeiro, o BPI recuou 3,22% para 1,65 euros, o BES cedeu 2,68% para 1,37 euros e o Banif perdeu 2,61% para 0,01 euros. O Espírito Santo Financial Group derrapou 0,72% para 4,81 euros.

A penalizar o fraco desempenho do PSI20 esteve também a queda das ações do retalhista Jerónimo Martins, que desvalorizaram 3,61% para 11,87 euros.

Também a Sonae caiu 3,30% para 1,26 euros, apesar dos dados positivos sobre as vendas a retalho em Portugal. Este indicador aumentou em janeiro 0,70% face ao mesmo período do ano anterior, com o retalho alimentar a registar uma subida anual de 2,80% e o não alimentar a descer 0,40%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A EDP desvalorizou-se 1,24% para os 3,10 euros e a Portugal Telecom perdeu 2,58% para os 3,16 euros.

A Zon Optimus recuou 1,76% para os 5,57 euros, numa altura em que o BPI Equity Research elevou o preço alvo das ações da Zon Multimédia (risco médio) dos 6,45 euros para os 6,50 euros para o final de 2014, depois de a empresa ter apresentado o seu plano estratégico que insiste no crescimento da quota de mercado.

Na Europa, todas as praças europeias encerraram em queda, um reflexo da crise na Ucrânia. Madrid (IBEX) perdeu 2,33%, Frankfurt (DAX) recuou 3,44% e Paris (CAC) cedeu 2,66%.

A tensão entre a Ucrânia e a Rússia, que se agravou na última semana, após a queda do ex-presidente Ianukovich, por causa da Crimeia, península do sul do país onde se fala russo e onde está localizada a frota da Rússia do Mar Negro, penalizou o desempenho nos mercados.

O mercado bolsista na Rússia registou hoje fortes perdas e a divisa local, o rublo, caiu para o mínimo face ao dólar e ao euro, após o Banco Central do país ter elevado as suas taxas de juro de forma inesperada dos 5,50% para os 7%.