As ações dos bancos estão a ser castigadas em bolsa, depois da saída de Vítor Gaspar da pasta das Finanças. Isto numa altura em que os juros da dívida a 10 anos se agravam para perto de 6,5%.

A praça nacional arrancou a sessão com uma queda em torno de 0,5% e já acentuou a descida: por esta altura perde 0,93% para 5.560,32 pontos.

No setor financeiro, o BCP afunda 2,04% para 0,096 euros, o BPI cai 1,5% para 0,916 euros e o BES cede 0,15% para 0,638 euros.

No mercado secundário, os juros de referência (a 10 anos) sobem sete pontos base até aos 6,47%, a contrariar a tendência dos restantes países periféricos, a aguardar que Maria Luís Albuquerque tome posse hoje como nova ministra das Finanças.

A queda da bolsa e o agravamento dos juros da dívida mostra que os investidores foram «apanhados desprevenidos» com esta saída de Gaspar.

Os analistas consideram que a notícia «pode prejudicar o regresso de Portugal aos mercados», até porque esta decisão «não ocorre na melhor altura», já que acontece no início da preparação do Orçamento do Estado para 2014 e a menos de 15 dias do arranque da oitava revisão do programa de ajustamento com a troika.

No restante panorama empresarial, a Mota-Engil tomba 1,28% para 2,299 euros, a Galp Energia recua 1,07% para 11,490 euros e a Jerónimo Martins (JM) escorrega 0,98% para 16,095 euros.

Já no Velho Continente, as quedas variam entre 0,12% de Madrid e 0,46% de Frankfurt. O dia está a ser, por isso, de tomada de mais-valias, depois dos ganhos de ontem. Os investidores esperam pela divulgação de dados nos Estados Unidos, como as encomendas de bens duradouros relativas a maio e os pedidos semanais de subsídio de desemprego que serão conhecidos hoje e amanhã, respetivamente.