O vice-presidente da Reserva Federal (Fed), Stanley Fischer, afirmou este domingo que o banco central norte-americano prevê uma primeira subida das taxas de juro antes do fim do ano, mas afirmou que esta "previsão" não é "uma promessa".

Num discurso em Lima (Peru), nas reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, divulgado antecipadamente, Fischer considerou que "os efeitos dos recentes desenvolvimentos" económicos internacionais, nomeadamente o abrandamento da China e a volatilidade dos mercados financeiros, não devem "ser suficientemente importantes para ter um impacto significativo na política monetária".

Nos últimos meses, a Fed tem dado sinais de que pode subir as taxas de juro, que se mantêm próximas de zero desde 2008, antes do final do ano, se a economia norte-americana continuar a dar sinais de robustez.

O banco central norte-americano decidiu, no entanto, adiar a decisão na sua reunião de setembro, pelo que agora as atenções se centram nas reuniões de outubro e dezembro.