Três antigos corretores do banco holandês Rabobank, de nacionalidade australiana, britânica e japonesa, foram acusados na segunda-feira pelas autoridades dos EUA de manipulação de taxas de juro, escreve a Lusa.

A acusação dos ex-corretores ocorre menos de três meses depois de um acordo, em 29 de outubro, entre o Departamento da Justiça dos EUA e o Rabobank, para o pagamento de uma multa de 325 milhões de dólares (237 milhões de euros), no quadro de um inquérito sobre a manipulação da Libor, taxa de juro praticada no mercado interbancário londrino.

Paul Robson, do Reino Unido, Paul Thompson, da Austrália, e Tetsuya Motomura, do Japão, que operavam em Londres, Singapura e Tóquio, foram acusados, em Nova Iorque, de cumplicidade de fraude bancária e transferência de fundos fraudulenta, anunciou o Departamento da Justiça, em comunicado.

Os três tinham «submetido deliberadamente taxas de Libor, que classificavam como 'indecentemente elevadas' ou ¿absurdamente baixas¿ para beneficiar as suas próprias posições de corretagem», declarou a procuradora-adjunta interina de Nova Iorque, Mythili Raman.

«Hoje, menos de três meses depois de o Rabobank ter admitido a sua implicação na manipulação da Libor, acusámos três dos seus mais importantes corretores de participação nesta operação mundial de fraude», acrescentou.

O texto da acusação pormenoriza que, de maio de 2006 a pelo menos até janeiro de 2011, os três homens tinham aceitado submeter taxas Libor falsas e fraudulentas para benefício próprio.

A diretora da polícia federal (FBI, na sigla em Inglês) encarregada da divisão antitrust, Valerie Parlave, estimou, no mesmo comunicado, que «a manipulação de taxas de referência corrói a integridade dos mercados financeiros».