O índice de referência da bolsa de Lisboa, o PSI20, fechou esta quinta-feira a perder 0,43% para 7.480,58 pontos, com os títulos do BCP a liderar as perdas da sessão, acima dos 2,6%.

Entre as 19 cotadas que compõem o índice PSI20, doze fecharam no vermelho, cinco valorizaram e duas fecharam inalteradas (BES e Banif).

O BCP liderou as perdas ao recuar 2,69% para 0,21 euros, seguido pelos títulos da Sonae Indústria, que derraparam 2,25% para 0,73 euros.

Ainda no setor financeiro, o BPI desvalorizou 0,76% para 1,81 euros, ao passo que o Espírito Santo Financial Group derrapou 1,65% para 4,72 euros.

Entre os 'pesos pesados', a Portugal Telecom (PT) caiu 0,92% para 3,13 euros, depois de a Autoridade da Concorrência ter autorizado a fusão da empresa com a brasileira Oi, destaca o BPI online, acrescentando que esta fusão também já recebeu 'luz verde' do supervisor da concorrência brasileiro.

A Galp também foi uma das cotadas que mais penalizou o mercado, com uma queda de 1,54% para 11,86 euros. Foi hoje noticiado que o Governo impõe regras para baixar preço do gás de garrafa, sendo que a Galp é o principal comercializador deste segmento.

Do lado dos ganhos, a Mota Engil avançou 3,04% para 5,44 euros, e a Sonae subiu 2,16% para 1,32 euros. A EDP valorizou 1,26% para 3,30 euros, ao contrário da EDP Renováveis, que perdeu 0,32% para 4,72 euros.

NO retalho, os títulos do grupo Jerónimo Martins apreciaram 0,38% para 11,98 euros. A ZON Optimus ganhou 0,33% para 5,76 euros.

No resto da Europa, os mercados fecharam em terreno misto. Madrid (IBEX) perdeu 0,13%, Frankfurt (DAX) ganhou 0,21% e Paris (CAC) subiu 0,46%.

O comportamento dos mercados europeus refletiu a reação dos investidores à decisão da Reserva Federal norte-americana, que anunciou na quarta-feira uma nova retirada de 10.000 milhões de euros do programa de compra mensal de obrigações, abrindo a porta para uma possível subida das taxas de juro em meados de 2015, caso a recuperação da economia norte-americana se consolide.

A possibilidade do início de um conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia e a constatação de que o crescimento da economia chinesa é cada menos forte também não ajudam a apaziguar os ânimos dos investidores.