Pelo terceiro dia consecutivo o PSI20 encerra no vermelho com uma queda 2,13%, para os 6.371,43 pontos, com apenas duas cotadas a negociar em alta e 18 em queda.

Manteve-se a tendência dos últimos dias em relação ao BES, ao Espírito Santo Financial Group e à PT, que voltaram a liderar as perdas na bolsa nacional.

O ESFG fechou a descer 10,96%, para 1,30 euros, no dia em que a Moody¿s cortou o rating em três níveis, o que coloca agora o ESFG em oito níveis abaixo do «lixo». A Moody¿s atribuiu ao ESFG um rating Caa2, que aproxima a holding através da qual o Grupo Espírito Santo controla 25,1% do BES do nível de «default».

Também o BES fechou a desvalorizar 4,65%, para 0,615 euros, quando surge a notícia que os clientes do Banque Privée Espírito Santo preparam diversas queixas contra o banco que faz gestão de fortunas.

Também a EDP deu o seu contributo para o fecho da sessão na bolsa no vermelho ao desvalorizar 5,9%, para os 3,280 euros. Diversos traders lançaram a suspeita que a EDP poderia ter investido dinheiro em fundos ligados ao GES, o que aumentou a queda das ações, mas o administrador financeiro da EDP acabou por desmentir os rumores, ao dizer à agência Reuters que «a EDP nunca teve, nem tem qualquer dívida emita pelo GES ou por qualquer outro grupo. Nem a EDP, nem o fundo de Pensões da EDP».

Já o BPI caiu 0,14%, para 1,41 euros, o Banif desceu 1,04% para 0,01 euros e o BCP encerrou a perder 1,55%.



A PT fechou a descer 5,53% para os 2 euros por ação. As perdas da PT têm sido uma constante e nas últimas nove sessões já desvalorizou 30%. Desde que se soube da aplicação de quase 900 milhões de euros na Rioforte, a capitalização bolsista da PT já perdeu 800 milhões de euros.



A generalidade das principais praças europeias registaram ganhos, com exceção da praça grega, que caiu 2%.