O PSI-20 fechou a cair 2,31%, com os 17 títulos no vermelho, liderando as desvalorizações numa Europa que volta a ser penalizada pela queda a pique no preço do petróleo.

O barril de Brent cai 3,5 % para 33,48 dólares e o de Crude recua 4,22% para 31,98 dólares, após o ministro saudita do petróleo ter afastado eventuais cortes na produção, preferindo congelar o output aos níveis de Janeiro.

Analistas realçam, contudo, que a produção continua a ser superior à procura, pelo que o congelamento das quotas não vai alterar a situação de excesso de oferta no mercado.

O índice benchmark que segue as 300 maiores cotadas europeias, Eurofirst300, perdeu 1,33%, com as bolsas a descerem entre 1,1% em Dublin e 1,95% em Milão.

A pressionar os mercados europeus estiveram a gigante britânica da mineração, BHP Billiton e o banco Standard Chartered, com quedas de 6 % e 6,7%, respetivamente.

A pesar esteve ainda o índice que mede o sentimento empresarial alemão, IFO, que caiu pelo terceiro mês consecutivo em Fevereiro, para tocar no nível mais baixo em mais de um ano.

Este indicador atirou o euro para mínimos de três semanas face à moeda norte-americana, abaixo dos 1,10 dólares.

Lisboa lidera quedas

O índice PSI20 liderou as desvalorizações entre as principais bolsas europeias, com destaque para a Galp Energia que recuou 3,86%, arrastada pela desvalorização dos preços do petróleo.

A EDP perdeu 2,82% e a EDP Renováveis caiu 1,02%, em vésperas de apresentar as suas contas de 2015.

Na banca, o BCP caiu 4,41% e o BPI desceu 2,17%. As ações do CTT perderam 2,91%, as da Portucel recuaram 2,93% e as da Semana caíram 3,44%.

Entre as retalhistas, a Sonae caiu 1,75% e a Jerónimo Martins desceu 0,99%.

No mercado de dívida, a taxa das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos segue estável 3,36% , num dia em que os deputados votam o Orçamento do Estado para 2016 na generalidade, antes de começar a ser discutido na especialidade.