Portugal regressa esta quarta-feira ao mercado para um leilão de obrigações do tesouro a dez anos, esperando arrecadar entre 500 e 750 milhões de euros na primeira operação sem recurso a sindicato bancário desde 2011.

Segundo o IGCP, a agência de gere a dívida pública portuguesa, os títulos que vão hoje a leilão vencem em fevereiro de 2014.

Depois da chegada da troika (Fundo Monetário Europeu, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) a Portugal, o Tesouro realizou uma emissão a dez anos em maio de 2013, quando emitiu três mil milhões de euros a uma taxa de juro anual de 5,65%.

Já este ano, o IGCP fez um reforço dessa série de obrigações com maturidade até fevereiro de 2024 e fez uma nova colocação de três mil milhões de euros de dívida, a uma taxa de juro média de 5,112%.

No entanto, estas emissões foram sindicadas, ou seja, o Estado mandatou vários bancos para colocarem os títulos no mercado.

Assim, a emissão de hoje é a primeira sem recurso a sindicato bancário desde 2011, antes do memorando de entendimento acordado entre Portugal e a troika.

No início de abril, o IGCP divulgou o plano de financiamento em que previa a realização de «um a dois leilões de obrigações do tesouro durante o segundo trimestre de 2014, sendo esperadas colocações de 500 a 750 milhões de euros por leilão».

No final de março, o presidente do instituto, Moreira Rato, disse no parlamento que a 'almofada financeira' prevista para 2014 é de sete mil milhões de euros, mas que espera conseguir uma reserva maior, afirmando que «o que pode fazer sentido» para este ano é ter «uma 'almofada' à volta de 10 mil milhões de euros».