Portugal voltou esta quarta-feira aos mercados para vender 1.500 milhões de euros de dívida, mas pagou mais caro para se financiar a três meses, a uma taxa de juro de 1,159%, acima dos 1,081% do leilão anterior.

Na maturidade a nove meses, os investidores cobraram uma taxa de juro média de 1,714%.

O IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, que gere a dívida pública portuguesa, colocou 450 milhões de euros de dívida numa emissão de Bilhetes do Tesouro que vence a 17 de janeiro de 2014, com uma procura 1,8 vezes superior à oferta, e 1.150 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro com maturidade a 18 de julho de 2014, com a procura a ultrapassar a oferta 1,5 vezes.

Nos Bilhetes do Tesouro a nove meses, para os quais não existe uma operação comparável, o diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, Filipe Silva, usou como termo de referência o leilão a 12 meses feito em agosto passado, onde o juro médio foi de 1,61%, para concluir que «Portugal continua a financiar-se a taxas elevadas para o curto prazo, mas com alguma estabilidade».

Quanto à procura, «esteve dentro dos níveis médios para a dívida portuguesa e o Estado conseguiu colocar o total do montante pretendido para esta operação», considerou.