A brasileira Oi está a negociar com a francesa Altice e os fundos Apax e Bain, no sentido de melhorarem as ofertas de compra da PT Portugal, revela o jornal Folha de São Paulo.

Ambas oferecem cerca de 7 mil milhões de euros – A Altice ofereceu 7,025 milhões e os fundos avançaram com 7,075 milhões de euros – pelos ativos da PT fora de África, mas impõem condições.

Uma delas é que não assumem a dívida de quase 900 milhões de euros de empréstimo à Rioforte. A outra, é um desconto final no preço caso a portuguesa não atinja determinadas metas de receitas e EBITDA.

Segundo o jornal, é exatamente esses cerca de 800 milhões que estão no cerne das negociações, com a Oi a querer vender a empresa por 7 mil milhões de euros, limpos.

A outra proposta, da empresária Isabel dos Santos, através da empresa Terra Peregrin, incide sobre o capital da PT SGPS (que inclui a participação na Oi e a divida da Rioforte). No âmbito do lançamento da oferta pública de aquisição,  o prémio oferecido pela empresária angolana foi de 1,35 euros por ação. 

Esta terça-feira a empresária fez saber que está disposta a  alterar algumas das condições da oferta, depois de a Oi ter considerado os termos da oferta «inaceitáveis».

No anúncio preliminar da OPA, Isabel dos Santos estabeleceu como condições que a Oi alterasse os termos do acordo com a PT, nomeadamente desistindo da limitação dos direitos de voto que a PT SGPS ou os seus acionistas terão na futura Oi. 

Outra das condições para o lançamento da OPA era que a Oi aceitasse que a PT SGPS pudesse comprar ações da nova Oi no mercado.