O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, elogiou hoje em Paris a «qualidade impressionante» das empresas portuguesas do setor mobiliário presentes numa das maiores feiras internacionais de decoração.

«É verdadeiramente muito impressionante e impressiona muito bem a qualidade das empresas aqui», afirmou o governante, que está hoje em Paris para visitar na feira parisiense Maison & Objet que decorre até terça-feira e onde estão presentes 79 empresas portuguesas do setor mobiliário.

Paulo Portas salientou «a qualidade do ponto de vista da apresentação» e a sofisticação que torna os portugueses «tão competitivos como outros entre os melhores neste setor».

«A utilização de materiais novos e de inovação bastante significativa e depois um crescimento em termos de "branding" e de marketing que é impressivo, ou seja, o setor exportador português faz parte da economia mais moderna de Portugal e, dentro do setor exportador português, evidentemente o setor mobiliário», afirmou Paulo Portas à Lusa durante a visita.

O vice-primeiro-ministro sublinhou ainda a importância do mercado francês, ao afirmar que «até novembro [de 2013], as empresas portuguesas exportaram 323 milhões de euros em mobiliário só para França e têm uma quota de mercado de cerca de 30% neste país».

A Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA) indicou já este mês que as exportações portuguesas de mobiliário e colchoaria aumentaram 10% de janeiro a novembro de 2013, para mais de mil milhões de euros, no que terá sido um «ano recorde» para o setor.

Tendo por base os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a associação referiu que as exportações de mobiliário e colchoaria para cerca de 130 mercados somaram quase 1.111 milhões de euros nos primeiros 11 meses do ano passado.

O mercado francês, com 322 milhões de euros em vendas, cresceu 7,33% face a igual período de 2013, mantendo-se com uma quota de 29% do total de exportações e como principal destino das exportações portuguesas. Ainda assim, e face a 2012, este mercado perdeu 1% em termos de quota de exportações, de acordo com a APIMA.