O presidente executivo da EDP considerou «boas notícias» os resultados da emissão de dívida a longo prazo de Portugal, afirmando que a operação representa «mais um passo» no caminho de saída do país do programa de assistência da troika.

António Mexia lembrou que a EDP «foi a primeira companhia portuguesa a voltar ao mercado, ainda antes de Portugal» e sublinhou que «a evolução positiva do país é importantíssima para todas as companhias portuguesas e para os portugueses, porque reduz o fardo da dívida».

Na terça-feira, Portugal colocou 3 mil milhões de euros em dívida a 10 anos. A taxa de juro média para esta emissão ficou nos 5,112% e a procura total por esta linha atingiu os 9,8 mil milhões de euros.

Mexia, que falava à margem da assinatura de um protocolo entre a EDP e os CTT, foi questionado sobre a venda de défice tarifário realizada no início desta semana e disse que colocação no mercado «mostra a capacidade da EDP e representou mais um passo na credibilidade do país».

Sobre os rumores em torno de uma eventual saída da EDP para o BES, Mexia nada disse, mas quanto à vontade já manifestada pelo maior acionista da empresa, a China Three Gorges (com 21,35%), de mantê-lo à frente da elétrica o gestor afirmou: «A reação que qualquer pessoa teria era a de ficar satisfeito».