O índice PSI20 desliza 0,2%, face a uma Europa indefinida, pressionado pelas quedas da banca, da EDP e dos, com os investidores à espera de conhecer as contas trimestrais do Millennium bcp, disseram dealers.

As ações do BCP descem 0,26%. Segundo analistas, o lucro do BCP terá descido 45%, em termos homólogos, para 39 milhões de euros (ME) no primeiro trimestre de 2016, pressionado pela desvalorização da carteira de dívida soberana e pelo impacto da depreciação do kwanza e metical nos negócios em Angola e Moçambique.

Também o BPI segue no vermelho ao cair 0,55%, num dia negativo para o sector de banca europeu que recua 1,05%.

O BPI está sob um 'bid' do espanhol CaixaBank e o Banco Central Europeu quer que reduza a sua participação de 50,1% no BFA de forma a resolver a sobre-exposição aos riscos de Angola, país que as autoridades europeias deixaram de considerar ter a mesma equivalência de supervisão.

A EDP cai 0,26%, os CTT descem 0,2%, a NOS 0,5% e a Mota-Engil cai 1%.

Pela positiva, a Galp Energia sobe 0,17%, contrariando a queda do preço do petróleo nos mercados internacionais.

O preço do barril de Brent cai 1% para 46,87 dólares e o de Crude desce 0,7% para 45,58 dólares com o aumento da produção por parte do cartel OPEP a mais do que compensar a queda do 'output' proveniente dos EUA.

Na Europa, o índice FTSEurofirst 300 desliza 0,17%, com as principais bolsas sem tendência definida. Frankfurt e Paris negoceiam em alta, enquanto Madrid e Milão seguem em queda, numa sessão que se prevê ser de menor liquidez, dada a ausência da Bolsa de Londres.

A banca italiana protagoniza as quedas mais fortes do sector e leva a bolsa de Milão a recuar 1%.

No mercado secundário de dívida, os juros soberanos portugueses a 10 anos aliviam 2 pontos para 3,0%, após a agência canadiana DBRS ter mantido a notação de Portugal em grau de investimento, BBB (low), e perspetiva estável, garantindo que o soberano continua elegível para o crucial programa de compra de obrigações do BCE, mas alertou que os risco podem intensificar-se em caso de incerteza política.

O Ministério das Finanças considerou que a manutenção do rating de Portugal em grau de investimento pela DBRS é um sinal de confiança na economia portuguesa, e o país quer percorrer um caminho de rigor nas contas públicas, que sai reforçado pela perspetiva estável daquela notação.