A Bolsa de Lisboa fechou esta quinta-feira a perder 0,6%, arrastada pela desvalorização das energéticas, nomeadamente da Galp, em sintonia com uma Europa pressionada pela fragilidade do preço do petróleo, dos metais e dos títulos ligados à aviação e turismo, após o desaparecimento de um avião no Egipto.

As ações da Galp Energia recuaram 2,46%, acompanhando a descida dos preços do petróleo nos mercdos internacionais. O preço dos futuros do barril de Brent para entrega em Julho caiu 1%, para 48,41 dólares, após ter tocado no mínimo de 47,38 dolares.

A liderar as quedas esta quinta-feira estiveram os tombos de 4,04% da Mota-Engil e de 5,32% da Pharol, após a empresa ter anunciado uma reorganização societária que a torna acionista indireta da Oi, através da Bratel. A queda da Pharol acompanhou também a subsidiária brasileira Oi que afundou 7% na sessão de ontem.

Revisão de preço da OPA sobre BPI?

Pela positiva, nota para a valorização de 2,18%  do Millennium BCP numa sessão de ganhos para a banca europeia, enquanto os títulos do BPI perderam força face ao início da sessão e fecharam estáveis em 1,137 euros.

Pela manhã, o BPI chegou a disparar 3%  para 1,17 euros, máximo de mais de um mês, com a expectativa dos investidores que o Caixabank acabará por subir o preço de 1,113 euros que oferece na OPA sobre o segundo maior banco cotado português.

"O único papel que se destaca mesmo pela positiva é o BPI e esta subida reflecte a expectativa dos investidores que o Caixabank possa rever em alta a OPA, não vejo outra razão", disse Paulo Rosa, trader da Go Bulling, citado pela agência Reuters.

A Administração do BPI considera que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Caixabank é oportuna e amigável, mas o preço é baixo e avança um intervalo de avaliações com a média nos 1,54 euros.