A bolsa de Lisboa fechou a última sessão da semana em queda, e ainda acumula um saldo semanal negativo, mas o desfecho da semana foi menos mau do que se chegou a temer.

Apesar das fortes quedas dos primeiros dias, o PSI20 acaba a semana com uma queda acumulada de 2,7%. Nesta última sessão, o índice deslizou 0,45% para 5.407,32 pontos, naquela que foi até uma das menos acentuadas da Europa.

Lá fora, as maiores perdas couberam a Berlim, que afundou 2,36%, mas as restantes praças também caíram. As atenções voltaram-se para os EUA, onde a criação de postos de trabalho superou as expetativas. Uma boa notícia, não fosse qualquer dado económico positivo mal encarado por estes dias, já que aumenta a probabilidade de a Reserva Federal começar a retirar os estímulos à economia no final do ano.

Este receio levou as taxas de juro da dívida norte-americana a disparar e a atingir, face às obrigações alemãs, o maior spread desde 2006.

BCP e PT penalizam Lisboa

No plano interno, a banca e a PT destacaram-se pela negativa. No setor financeiro, o Banif foi quem mais perdeu, 2,3% para 8,5 cêntimos, mas o BCP foi o que mais pressionou a praça, ao ceder 2,25% para 8,7 cêntimos. O BPI também desceu 1,13% para 88 cêntimos mas o BES contrariou e subiu 0,17% para 61 cêntimos.

Nas comunicações, a PT recuou 1,33% para 2,82 euros, com a Zon a cair também mais de 1%.



No vermelho merecem ainda nota as ações do retalho, onde a Jerónimo Martins caiu 0,56% para 15,97 euros, e a Sonae deslizou 1,57% para 69 cêntimos.

Juros da dívida pública estabilizam, mas em alta

Também na vertente da dívida pública, os ânimos parecem estar a acalmar. Nos prazos a 5 e 10 anos os juros praticamente estabilizaram esta sexta-feira, nos 6,739% e nos 7,105%, respetivamente.

Ainda assim, e apesar de estarem abaixo dos picos atingidos na 4ª feira, continuam em níveis muito acima do que estavam antes da crise política, que ainda não está resolvida.

No prazo a dois anos, é visível uma maior descida: 30 pontos base, para 5,82%.