A forte subida da Jerónimo Martins leva a Bolsa de Lisboa ganhar 1,2%, contrariando as quedas das pares europeias, com o corte das previsões de crescimento global feito pelo Banco Mundial a penalizar os sectores da energia e minérios.

A Jerónimo Martins (JM), número dois do retalho em Portugal, dispara 4% após ter anunciado um crescimento superior ao esperado de 7,2% nas vendas de 2014, apoiadas no aumento do parque de lojas e apesar da forte deflação de preços, anunciou a empresa, que está confiante quanto ao crescimento das vendas.

As vendas no ano passado fixaram-se nos 12.680 ME, batendo a média de estimativas dos analistas de 12.581 ME.

«De uma maneira geral, este conjunto de dados, apresentou sinais positivos ao nível da evolução de venda», referiu o analista do Caixa Banco de Investimento, André Rodrigues, citado pela Reuters.

Acrescentou: «é nosso entendimento que nesta fase se verifica um nível considerável de incerteza para a empresa, o qual torna a JM um investimento de maior risco».

Suporte adicional da líder do retalho nacional, Sonae, a subir 1,62% e da EDP, a ganhar 1,56%.

Em sentido contrário, as ações da Galp voltam a estar pressionadas pela queda do preço do petróleo e descem 1,63%, estando ainda o Millennium bcp a cair 0,87%.

Os títulos da Mota-Engil, que ontem dispararam mais de 18% com uma nota de research favorável do Santander, seguem a cair 1,65%.

Por fim, as restantes bolsas do Velho Continente seguem com quedas de até 1,8% em Paris, espelhando a queda no preço do cobre e do petróleo, penalizadas pelas perspetivas do Banco Mundial.