Portugal voltou esta quarta-feira ao mercado de dívida, para colocar Bilhetes do Tesouro (BT) e 3 e 18 meses. A colocação atingiu o montante indicativo máximo, que era de 1.250 milhões de euros, mas os juros aumentaram e a procura diminuiu face aos leilões anteriores.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) colocou 500 milhões em BT a 3 meses e 750 milhões em BT a 18 meses.

Os juros aumentaram, refletindo as dúvidas dos investidores relativamente à capacidade de Portugal sair do programa de assistência financeira da troika no final do verão de 2014. No mercado secundário, a tendência também tem sido de alta, com a taxa a 10 anos a manterº-se significativamente acima dos 7%, depois de ter chegado a regressar aos 5% antes da crise política.

A taxa média ponderada no leilão a 18 meses subiu para 2,293%, o valor mais alto num leilão desta maturidade desde janeiro. No último leilão, em junho, a taxa tinha sido de apenas 1,603%.

Já no prazo a três meses, a taxa de juro situou-se nos 1,081%, face aos 0,766% do último leilão.

A procura no prazo mais curto representou 1,8 vezes a oferta, quando no anterior leilão comparável tinha sido de 3,4 vezes. Já no prazo mais longo, a procura duplicou a oferta, quando no anterior leilão tinha representado 2,1 vezes o montante disponível.