Os juros da dívida soberana de Portugal estavam esta quarta-feira a descer a dois anos e a subir a cinco e dez anos em relação a terça-feira, mas em níveis inferiores aos máximos de sexta-feira.

Às 08:40, os juros a 10 anos estavam a subir, a serem negociados a 7,163%, depois de terem fechado a 7,148% na terça-feira e a 7,508% na sexta-feira, um máximo desde novembro de 2012.

No prazo de cinco anos, os juros estavam abaixo dos 7%, nos 6,841%, abaixo dos 6,803% de terça-feira, e a 7,324% na sexta-feira, o máximo desde novembro de 2012.

Em contrapartida, os juros da dívida a dois anos estavam descer, a transacionar-se nos 5,374%, depois de terem fechado a 5,436% na véspera e a 5,775% na sexta-feira, um máximo desde novembro de 2012.

Depois dos máximos de sexta-feira, os juros da dívida soberana de Portugal em todos os prazos têm fechado em baixa, à espera de uma solução para a crise política.

Os três partidos, PSD, CDS-PP e PS, reunidos no domingo, continuam a negociar, com um prazo de uma semana, para tentar chegar a um «compromisso de salvação nacional» para apresentar ao Presidente da República.

A 10 de julho, o Presidente da República propôs, numa comunicação ao país, um «compromisso de salvação nacional» entre PSD, PS e CDS que permita cumprir o programa de ajuda externa e eleições antecipadas a partir de junho de 2014.

Cavaco Silva considerou também «extremamente negativo para o interesse nacional» a realização imediata de eleições legislativas antecipadas.

A declaração do Chefe de Estado surgiu depois de ter ouvido todos os partidos com representação parlamentar e os parceiros sociais e na sequência do pedido de demissão apresentado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, no dia 02 de julho.

Os juros da dívida soberana italiana estavam a descer em todos os prazos, bem como os da espanhola e grega a 10 anos.

Em relação a Espanha, os juros estavam a subir a dois e dez anos e a descer no prazo de cinco anos.