Os juros da dívida pública, que chegaram a estar a cair mais de 30 pontos base nos principais prazos (10, 5 e 2 anos), já inverteram a tendência e estão novamente a subir.

No prazo a 2 anos, o aumento é mais evidente, atingindo os 91,7 pontos base. A taxa está já nos 6,7%.

Também no prazo a 10 anos, a referência para o mercado, a taxa avança 12,6 pontos base para 7,595%. Nas Obrigações do Tesouro a 5 anos, a taxa sobe 24,7 pontos base para 7,201%.

Ontem a taxa a 10 anos chegou a ultrapassar os 8%, uma subida que o Barclays desvalorizou.

Durante a manhã, os investidores agarraram-se à esperança que as negociações retomadas entre Paulo Portas e Pedro Passos Coelho chegassem a bom porto e impedissem o cenário mais temido, de eleições antecipadas que, segundo os analistas, empurraria inevitavelmente o país para um segundo resgate internacional.

De acordo com a TVI, Paulo Portas deverá afinal ficar no Governo, como vice-primeiro-ministro e com a área da Economia.

Na bolsa, o sentimento continua a ser de recuperação, depois da queda de mais de 5% na sessão passada, que foi a mais negra desde abril de 2010. O PSI20 ganha 2,27% para 5.355,49 pontos.

As subidas continuam a ser lideradas pelos títulos do Banif, BES, BCP e Sonae Indústria, que tinham caído na sessão passada mais de 10%, levando o regulador da bolsa a proibir durante o dia de hoje as vendas a descoberto nas suas ações.

O Banif destaca-se com uma recuperação de 8,86% para 8,6 cêntimos, mas o BCP também continua a subir 7,41% para 8,7 cêntimos e o BES avança 7,34% para 58,5 cêntimos. O BPI também sobe 4,36% para 86 cêntimos.

Banca à parte, nota para a retoma de 6,67% para 48 cêntimos nas ações da Sonae Indústria.

Nos pesos pesados, a EDP sobe 2,27% para 2,36 euros, a Galp 1,64% para 11,44 euros e a PT 1,4% para 2,83 euros.