Os juros da dívida de Portugal estavam esta quinta-feira a descer em todos os prazos, bem como os da Irlanda, Itália e Espanha, no dia do arranque das eleições europeias, designadamente no Reino Unido e na Holanda.

Os juros a 10 anos estavam a 3,775%, depois de terem terminado a 3,833% na quarta-feira e de terem subido acima dos 4% durante a sessão pela primeira vez acima desde 1 de abril. A 08 de maio, os juros a dez anos desceram até aos 3,460%, um mínimo desde fevereiro de 2006.

A cinco anos, os juros estavam a descer para 2,747%, contra 2,776% do encerramento de quarta-feira e o mínimo de sempre de 2,274% a 8 de maio. Durante a sessão de quarta-feira, os juros a cinco anos subiram para níveis acima dos 3% pela primeira vez desde 25 de março.

No prazo de dois anos, os juros da dívida estavam a descer para 1,351%, depois de terem fechado a 1,358% na quarta-feira e de terem descido até ao mínimo de sempre, de 1,047%, a 8 de maio.

As eleições para escolher os 751 deputados do Parlamento Europeu (PE) arrancam hoje no Reino Unido e na Holanda e terminam no domingo, quando terminar a votação nos 28 Estados membros da União Europeia.

Depois da Holanda e do Reino Unido, as eleições para escolher os 751 deputados realizam-se a 23 na Irlanda, entre 23 e 24 de maio na República Checa, a 24 na Letónia, Malta e Eslováquia e no domingo nos restantes 21 Estados membros.

No último sábado, Portugal abandonou oficialmente o plano de ajustamento sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado à troika (Comissão Europeia, Banco Central europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

O anúncio da «saída limpa» foi feito pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a 04 de maio, numa comunicação ao país transmitida pelas televisões.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a subir a dois anos e a descer nos outros prazos.

Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros da Itália estavam a descer em todos os prazos, bem como os de Espanha.

Em sentido contrário, os juros da dívida da Grécia a 10 anos, o único prazo disponível daquele país, estavam a subir.