Os juros da dívida soberana de Portugal estavam esta segunda-feira a descer em todos os prazos em relação a sexta-feira e a dois anos, para mínimos desde junho.

Os juros a dez anos estavam a ser negociados a 6,046%, abaixo dos 6,047% do encerramento de sexta-feira.

No prazo de cinco anos, os juros negociavam a 4,929%, abaixo dos 4,934% do encerramento de sexta-feira.

Os juros a dois anos estavam hoje a ser transacionados a 3,165%, um mínimo desde 17 de junho, depois de terem terminado a 3,200% no final da semana passada.

Entretanto, os juros da dívida soberana da Irlanda estavam estáveis a dois anos, a subir a cinco anos e a descer a dez anos.

A Irlanda terminou oficialmente no domingo o programa de ajuda solicitado em 2010 à União Europeia (UE) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

O titular da pasta das Finanças irlandês advertiu na sexta-feira que o fim do programa é só «mais um passo» no «longo caminho» para a recuperação total de uma economia que foi «transformada setor por setor» durante os últimos três anos.

Durante a vigência do programa, o executivo de coligação entre conservadores e trabalhistas cumpriu as duras condições impostas pela troika de inspetores da Comissão Europeia (CE, Banco Central europeu (BCE) e FMI, cujas 12 revisões trimestrais foram todas positivas.

O ministro recordou que a Irlanda recuperou também a confiança dos investidores internacionais e que o fim o programa de ajuda marca o regresso definitivo do país aos mercados de dívida, onde já se financia a juros razoáveis.

No entanto, a política de austeridade continuará presente nos próximos anos, como demonstra o Orçamento do Estado para 2014, que prevê aumentos de impostos e cortes dos gastos avaliados em 2.500 milhões de euros.

O executivo, adiantou Noonan, considera que estas contas permitirão reduzir o défice público para 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 e chegar ao objetivo de 3% marcado para 2015.

Os juros de Itália estavam mistos, a descer a dois anos, estáveis a cinco anos e a subir a dez anos, enquanto os de Espanha estavam a descer a dois e cinco anos e a subir no prazo mais longo.

Os juros da dívida da Grécia a dez anos, os únicos disponíveis, também estavam hoje a subir face a sexta-feira, depois de terem atingido a 7 de novembro o valor mínimo desde abril de 2010.