Os juros da dívida de Portugal estavam esta segunda-feira a subir a dois anos e a descer a cinco e 10 anos, enquanto os da Irlanda, Itália e Espanha registavam uma descida generalizada, um dia depois das Europeias.

Os juros a 10 anos estavam a 3,712%, depois de terem terminado a 3,764% na sexta-feira e de terem descido a 8 de maio até aos 3,460%, um mínimo desde fevereiro de 2006.

A cinco anos, os juros também estavam a descer para 2,575%, contra 2,656% do encerramento de sexta-feira e o mínimo de sempre de 2,274% a 8 de maio.

No prazo de dois anos, os juros da dívida estavam a subir para 1,239%, depois de terem fechado a 1,230% na sexta-feira e de terem descido até ao mínimo de sempre, de 1,047%, a 8 de maio.

As eleições para escolher os 751 deputados do Parlamento Europeu (PE) decorreram entre quinta-feira domingo com a votação nos 28 Estados membros da União Europeia.

A 17 de maio, Portugal abandonou oficialmente o plano de ajustamento sem qualquer programa cautelar, depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter anunciado a «saída limpa» a 04 de maio, numa comunicação ao país transmitida pelas televisões.

O programa de ajustamento solicitado à troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer em todos os prazos.

Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros da Itália também estavam a descer em todos os prazos, bem como os de Espanha.

Os juros da dívida da Grécia a 10 anos, o único prazo disponível daquele país, estavam a descer.