Atualizada às 19h03

Os juros da dívida nacional afundaram esta quinta-feira na maturidade a 10 anos, no mercado secundário, depois das palavras de Mario Draghi e de Passos Coelho. De acordo com o primeiro-ministro foi encontrada «uma fórmula de entendimento» para garantir a estabilidade do Governo.

As taxas de juro a 10 anos descem 20 pontos base para os 7,268%, uma descida considerável, já que ontem chegaram a ultrapassar os 8%. A ajudar estiveram as declarações do líder do BCE, que tenciona manter os juros baixos ou até mais baixos durante um longo período de tempo na Zona Euro.

Mas os mercados também estiveram atentos à declaração do primeiro-ministro de Portugal, numa altura em que o país vive uma crise política.

À saída de uma reunião com o Presidente, Passos Coelho disse que a demissão de Paulo Portas de ministro dos Negócios Estrangeiros «não envolve o apoio do CDS-PP ao Governo» e que os partidos da maioria irão procurar «a melhor fórmula» para o garantir, ainda que não tenha revelado os termos do acordo que fez com Portas.

Passos disse ainda que a avaliação do Presidente será determinante.

A 5 anos, tal como a 10, a tendência foi de queda, mas mais moderada no primeiro caso. As «yields» nesta maturidade recuaram 3,5 pontos base para 6,99%.

Com sinal contrário estiveram os juros a 2 anos. A taxa a mais curto prazo subiu esta quinta-feira 17 pontos base para 5,954%.