Os juros da dívida soberana de Portugal estavam esta quinta-feira às 14:00 a subir a cinco e 10 anos, depois da intervenção do Presidente da República, mas mantinham-se abaixo dos máximos da semana passada provocados pela crise política.

Às 14:00, os juros da dívida a 10 anos estavam a transacionar-se abaixo dos 7%, nos 6,873%, depois de terem fechado a 6,767% na quarta-feira e a 7,465% a 03 de julho, um máximo desde novembro de 2012.

No prazo de cinco anos, os juros estavam nos 6,362%, acima dos 6,254% do encerramento de quarta-feira, mas abaixo dos 6,671% de 3 de julho, um máximo desde novembro de 2012.

A dois anos, os juros estavam a descer para 5,058% depois de terem fechado a 5,132% na quarta-feira e a 5,302% a 04 de julho, um máximo desde novembro de 2012.

Na quarta-feira, o Presidente da República propôs, numa comunicação ao país, um "compromisso de salvação nacional" entre PSD, PS e CDS que permita cumprir o programa de ajuda externa e que esse acordo preveja eleições antecipadas a partir de junho de 2014.

Cavaco Silva considerou também «extremamente negativo para o interesse nacional» a realização imediata de eleições legislativas antecipadas.

A declaração do Chefe de Estado surgiu depois de ter ouvido todos os partidos com representação parlamentar e os parceiros sociais e na sequência do pedido de demissão apresentado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, no dia 02 de julho.

A 03 e 04 de julho, os juros da dívida soberana de Portugal dispararam devido à crise política desencadeada pela demissão do ministro de Estados e dos Negócios Estrangeiros e líder do CDS-PP, Paulo Portas, e desde então tinham descido em todas as sessões.