Os mercados estão nervosos: por um lado, porque ainda não há governo formado, por outro, devido à aproximação das esquerdas e da possibilidade, cada vez mais plausível, de António Costa decidir formar uma alternativa governativa, com o apoio do BE e PCP.

Pela segunda sessão consecutiva a Bolsa de Lisboa desce, está agora a deslizar 1,59%, nos 5.265,13 pontos, com todas as cotadas a negociar abaixo da linha de água.

Mas a principal queda vai para o setor da banca: o peso-pesado BCP afunda 4,7%, com os títulos a cotar a 0,05 euros. O BPI cai, mais menos, 2,3%, nos 1,04 euros.

Entre as maiorias quedas está também a Pharol, ao descer 3,5%, para os 0,32 euros.

No setor da energia, a Galp deprecia quase 3%. Nos 9,59 euros. A EDP perde 0,4%, com os títulos a cotar a 3,36 euros.

Na Europa, as principais praças financeiras seguem sem tendência definida, apesar das perdas serem mais expressivas que os ganhos.

Paris desce 1,1%, Milão cai 0,95% e Londres desliza 0,7%. No verde, Frankfurt avança 0,2%, com os investidores a aguardar dados sobre o sentimento económico e a inflação. Madrid ganha 0,3%.