O IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, pretende realizar até dois leilões de dívida até junho deste ano, esperando colocar no mercado entre 500 a 750 milhões de euros em cada emissão.

De acordo com uma nota hoje divulgada, o instituto liderado por João Moreira Rato «prevê a realização de um a dois leilões de obrigações do tesouro (OT) durante o segundo trimestre de 2014, sendo esperadas colocações de 500 a 750 milhões de euros por leilão».

Os leilões poderão ser realizados na segunda ou na quarta quarta-feira de cada mês, após o anúncio do montante indicativo de linhas de obrigações do tesouro a reabrir.

O IGCP anunciou ainda o calendário de leilões de bilhetes do tesouro (BT) do segundo trimestre do ano, estando previstos três leilões, com os quais podem ser angariados, no máximo, 3.750 milhões de euros.

Para 16 de abril, o primeiro leilão a decorrer, está prevista a reabertura de uma linha de BT a nove meses e o lançamento de uma nova linha a 12 meses, num total de 1.000 a 1.250 milhões de euros.

Com o mesmo valor indicativo, o segundo leilão será a 21 de maio, dia em que o IGCP deverá reabrir uma linha com maturidade a três meses e lançar uma outra, a 12 meses.

Finalmente, a 18 de junho, será reaberta uma linha de BT a três meses e lançada uma outra, a 12 meses, ascendendo as duas linhas de BT a um montante entre os 1.000 e os 1.250 milhões de euros.

O IGCP refere, no entanto, que vai acompanhar «ativamente» a evolução das condições do mercado, «podendo introduzir ajustamentos» a este calendário.

Na quarta-feira, Moreira Rato disse, no parlamento, que a 'almofada' financeira prevista para 2014 é de sete mil milhões de euros, mas que espera conseguir uma reserva maior, afirmando que «o que pode fazer sentido» para este ano é ter «uma 'almofada' à volta de 10 mil milhões de euros».